mai
24
2013

Uma lágrima e um sorriso

Uma lágrima e um sorriso

Eu não trocaria as tristezas do meu coração
Para a alegria da multidão.
E eu não teria as lágrimas que a tristeza torna
A fluir a partir de minha cada parte se transformar em riso.

Eu gostaria que a minha vida continuam a ser uma lágrima e um sorriso.

Uma lágrima para purificar meu coração e me dê entendimento
Segredos da vida e das coisas ocultas.
Um sorriso para me aproximar para os filhos de minha espécie e
Para ser um símbolo da minha glorificação dos deuses.

Uma lágrima para me unir com os de coração quebrantado;
Um sorriso como um sinal da minha alegria na existência.

Eu preferiria que eu morri em anseio e desejo de que eu vivo cansado e desesperado.

Eu quero a fome de amor e beleza para estar na
Profundezas do meu espírito, porque eu vi aqueles que são
Satisfeito o mais miserável de pessoas.
Eu ouvi o suspiro dos que estão no anseio e desejo, e é mais doce que o doce melodia.

Com a noite vem a flor dobra suas pétalas
E dorme, saudade embracingher.
Na abordagem da manhã ela abre os lábios para atender
O beijo do sol.

A vida de uma flor é desejo e realização.
Uma lágrima e um sorriso.

As águas do mar tornam-se vapor e subir e vir
Juntos e cloud área.

E a nuvem flutua sobre as colinas e vales
Até encontrar a brisa suave, em seguida, cai a chorar
Para os campos e se une com riachos e rios para voltar para o mar, a sua casa.

A vida das nuvens é uma despedida e uma reunião.
Uma lágrima e um sorriso.

E assim é que o espírito se separar
O maior espírito a mover-se no mundo da matéria
E passar como uma nuvem sobre a montanha de tristeza
E as planícies de alegria para atender a brisa da morte
E voltar de onde veio.

Para o oceano do amor e da beleza —- a Deus.

Khalil Gibran

Original em inglês:

A Tear And A Smile

I would not exchange the sorrows of my heart
For the joys of the multitude.
And I would not have the tears that sadness makes
To flow from my every part turn into laughter.

I would that my life remain a tear and a smile.

A tear to purify my heart and give me understanding
Of life’s secrets and hidden things.
A smile to draw me nigh to the sons of my kind and
To be a symbol of my glorification of the gods.

A tear to unite me with those of broken heart;
A smile to be a sign of my joy in existence.

I would rather that I died in yearning and longing than that I live Weary and despairing.

I want the hunger for love and beauty to be in the
Depths of my spirit,for I have seen those who are
Satisfied the most wretched of people.
I have heard the sigh of those in yearning and Longing, and it is sweeter than the sweetest melody.

With evening’s coming the flower folds her petals
And sleeps, embracingher longing.
At morning’s approach she opens her lips to meet
The sun’s kiss.

The life of a flower is longing and fulfilment.
A tear and a smile.

The waters of the sea become vapor and rise and come
Together and area cloud.

And the cloud floats above the hills and valleys
Until it meets the gentle breeze, then falls weeping
To the fields and joins with brooks and rivers to Return to the sea, its home.

The life of clouds is a parting and a meeting.
A tear and a smile.

And so does the spirit become separated from
The greater spirit to move in the world of matter
And pass as a cloud over the mountain of sorrow
And the plains of joy to meet the breeze of death
And return whence it came.

To the ocean of Love and Beauty—-to God.

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mai
23
2013

De não parar

De não parar

(Paulo Coelho)

 

Diz a placa na estrada: NÃO PARE NA PISTA. O Guerreiro da Luz olha esta placa e entende seu imenso significado.

Entende, porque já escutou Jesus: “quem perseverar até o final, este será salvo”.

Entende, porque já leu o I Ching: “a perseverança é favorável”. Sabe que a guerra da luz é feita de muitas batalhas, com vitórias e derrotas, mas sem desistência. O guerreiro resiste. Luta contra os seus inimigos interiores e exteriores: o desânimo, a solidão, a desesperança. Cabe a ele mudar isto. Luta enquanto suas forças permitem, porque nesta batalha seta toda a sua alegria.

Se o guerreiro precisa de repouso, e todo guerreiro precisa, ele se afasta da estrada, descansa o tempo que for necessário, e volta à luta.

Mas sabe que, se parar na pista, será atropelado.

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mai
22
2013

Quintana, quimeras, quisera

Meu amor,

Li a poesia do Quintana:

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…

Mario Quintana

 

Pensei quimeras, pois és para mim o pássaro e a pura poesia;

És o doce e o sabor da minha língua;

És a minha essência, a minha vida divina…

 

E disse a mim mesmo: Quisera que ela, minha doce e amada bela,

Sempre em mim tão sincera, forte e esperta,

Estivesse ao meu lado neste instante, como alimento de um pássaro faminto,

Como alimento de mim mesmo, admito.

 

Do teu,

 

Gustavo Rocha

 

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mai
21
2013

Entre tapas e beijos

O texto da Martha Medeiros é uma ótima reflexão:

“Certos namorados brigam dia sim, dia não. Na sexta se amam, no sábado se odeiam, no domingo fazem as pazes, na segunda prometem nunca mais se ver. São amores movido à adrenalina, que rendem bons versos e letras de música. Muito destes casais conseguem chegar ao altar e continuam entre tapas e beijos até as bodas de ouro. Brigam e voltam tantas, mas tantas vezes, que na verdade nunca chegam a se separar. Deixe que digam, que pensem, que falem. O amor é lindo.”

- Martha Medeiros.

Conheço casais assim e penso – sinceramente – como é que conseguem viver. Ainda prefiro a paz do amor e o descanso do amor. Brigas? De vez em quando… Mas, no dia a dia mesmo, prefiro amor, carinho, atenção. Prefiro vista grossa de certas bobagens do que estar certo o tempo todo.

Não sou perfeito. Ela também não.

Somos imperfeitos na busca de uma vida em comum, cada um com suas manias, jeitos e trejeitos.

Dá pra conseguir uma união? Com certeza sim. Para sempre? O tempo dirá. Mas, garanto que de minha parte, cada dia levanto pensando na eternidade deste sentimento…

 

Beijo no coração das gurias e abraço nos xirús!
Gustavo Rocha
Blog do Gustavo Rocha – PensarFazBem
gustavo@gestao.adv.br  |  (51) 8163.3333  |  www.blogdogustavorocha.com.br

 

 

 

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mai
20
2013

“O menino que carregava água na peneira”

“O menino que carregava água na peneira”
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto no final da frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus despropósitos.”

BARROS, Manoel de. Exercício de ser criança. Rio de Janeiro: Salamandra, 1999

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